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O principal centro urbano da ilha é a Ribeira Brava, uma vila de ruas estreitas e com traços de arquitetura colonial que mostram a identidade remota do povo, como é evidente na Igreja Matriz, o Seminário-Liceu S. José e a antiga Sé.
Para oeste, e com a Ribeira Brava ainda debaixo de olho, estende-se o manto verde da aldeia do Cachaço, conhecida pelos densos nevoeiros, mas de onde é possível, em dias limpos, contemplar toda a Ribeira Brava.
Ainda no Cachaço, no cimo do Monte Gordo, o ponto mais elevado da ilha, a 1312 metros, é possível observar todo o arquipélago.
Para isso, ainda assim, é preciso ter a sorte de não haver nevoeiro.
Seguindo para Porto da Preguiça, encontra-se o Forte do Príncipe Real que, além de ter cumprido a sua função de proteção da ilha, é também uma homenagem a Pedro Álvares Cabral que, rumo ao Brasil, aqui passou.
No noroeste fica Fajã, um local que se distingue pelas extensas produções agrícolas e pelos dragoeiros, classificadas como espécie em vias de extinção.
A consciência ambiental é também bastante patente neste local já que existe um esforço real de preservação desta árvore rara.
A Vila do Tarrafal, uma terra conhecida pelas suas praias com areias ricas em iodo e titânico e que, crê-se, terem propriedades medicinais, fica a sudoeste.
Quem sofre das articulações e dos ossos, encontra no Tarrafal um centro de talassoterapia natural bastante procurado.
Também no Tarrafal se situa o centro de indústria conserveira, onde, depois de pescado, o atum é transformado.
A caminho de Ribeira da Prata temos a praia do Barril e a Praia Branca.
É aqui que, em junho, há desfiles, saltos à fogueira e tambores rufam os ares enquanto se festeja o S. João.
Nessa altura, o calor sobe com os toques sensuais da “coladera”, a dança que sugestiona o namoro entre pares.
Regada com grogue, a cachupa é servida a todos os presentes.
A caminho da Ribeira Brava encontram-se os desenhos da Rotcha Scibida – feitos pela ação dos sedimentos nas rochas – que adensam o misticismo das tradições.
Mas encontra-se também uma paisagem grandiosa e uma população que traz no sorriso o calor da morabeza.
Imortalizada na música de Cesária Évora, São Nicolau conta histórias de nostalgia e sodade e faz quem a visita embarcar numa viagem rumo a heranças culturais vincadas, pontilhadas por dragoeiras e paisagens únicas.
Em São Nicolau, nasceu Armando Zeferino Soares, o célebre compositor da música que levou Cabo Verde ao mundo, na voz de Cesária Évora, “Sodade”.
A música está espalhada por toda a ilha e faz parte da sua identidade, é um modo de vida.
É uma expressão da morabeza, que se manifesta no balançar suave das ancas nos ritmos hipnotizantes da morna e da coladeira.
São Nicolau é casa da morna, um estilo musical romântico e bucólico, mas além dos sons tradicionais crioulos, também se ouve a mazurca, oriunda da Europa, e que se baixa ao som do violino.
Muitos músicos locais podem ser encontrados a tocar em bares, discotecas e um pouco por toda a ilha, facilitando a oportunidade de experimentar os ritmos animados e as melodias cheias de alma que são uma parte tão fundamental da cultura cabo-verdiana.
Regada com grogue, a cachupa é servida a todos os presentes.
A caminho da Ribeira Brava encontram-se os desenhos da Rotcha Scibida – feitos pela ação dos sedimentos nas rochas – que adensam o misticismo das tradições.
Mas encontra-se também uma paisagem grandiosa e uma população que traz no sorriso o calor da morabeza.